O tempo tem passado tão rápido que não lembro bem se foi nessa ou na semana passada que conversava com a minha amiga Mi e ela me disse é preciso respeitar nossos limites e impor limites quando necessário for. E eu fiquei pensando sobre isso, a dificuldade que eu tenho de impor limites aos outros eu não sei dizer NÃO em alto e bom som, eu tenho medo de dizer não, medo de desagradar ao outro, medo de ser rejeitada por dizer não, medo de não ter outra chance. Então eu vou dizendo sim pra tudo e pra todos, porém chega uma hora que o corpo e a mente entram em exaustão e a gente explode. Foi o que aconteceu há 3 meses quando tive que me afastar do trabalho justamente por não saber dizer não. Meu corpo não estava conseguindo aguentar a pressão e a tensão e eu não conseguia dizer não. Foi um afastamento curto 15 dias só, mas que me fizeram rever algumas coisas, como cuidar melhor da minha saúde, ver o quanto é importante praticar uma atividade física, ter mais tempo para cuidar verdadeiramente de mim e é claro aprender a respeitar meus limites e não querer bancar a mulher maravilha.
Como toda mudança exige tempo, persistência e paciência, estou aprendendo a respeitar meus limites e tentando aprender a dizer não. Preciso aprender a dizer sim quando eu quiser dizer sim e a dizer não quando essa for a minha vontade. Tenho lido muito sobre autoestima, amor próprio e são lições para a vida inteira que devem ser praticadas dia-a-dia, e das inúmeras lições que aprendi com certeza aprender a me respeitar é uma das mais importante e difíceis de por em prática, porque aprendemos que não podemos ser egoístas, que devemos pensar nos outros e pensamos tanto nos outros em agradar, em ser legal, querido, simpático e acabamos nos desrespeitando para agradar o outro. E o outro pode ser o marido, o namorado, o pai, a mãe... Uma infinidade de gente, que pode estar bem longe de você fisicamente, porém que está dentro da sua mente e que às vezes tu ainda pensa " o que minha mãe ia pensar de mim se me visse fazendo isso", ou coisa parecida, mãe, pai ou seja lá quem for. Cedemos a pequenas chantagens, cedemos por medo do que os outros dirão ou pensarão de nós e no meio de tantas concessões nos perdemos de nós mesmos e ai acabamos nos perguntando quem sou eu? O que tenho feito para me agradar? Eu tenho me respeitado? Ou só tenho vivido em função do outro, ocupado minha cabeça com superficialidades para não parar pra pensar?
Dai me vem a mente a música do Capital Inicial "o que você faz quando ninguém te vê fazendo? O que você queria fazer se ninguém pudesse te ver?" Nem te ver, nem te julgar... Se conseguíssemos ser nós mesmos só isso. Parece pouca coisa, mas não é não, a gente tem que matar um leão por dia, trabalhar sob pressão e conseguir ser a gente mesmo no meio dessa loucura não é brincadeira. E conseguir aceitar nossos limites, nossas imperfeições que as coisas são como são e não como a gente gostaria que fosse que a vida tem lá seus caminhos que na hora certa as coisas acontecem...
Escrito por Sibele Costa em 13/12/2014

10 comentários:
Cada vez melhores reflexões as tuas e realmente temos que ser nós mesmas m qualquer hora, lugar, com ou sem acompanhamentos... beijos,tuuuuuuuuuuudo de bom ,chica
Fazemos o nosso melhor a cada dia.....acredito.
Beijo Lisette
Si, nossas conversas já podem ir tomando forma de livro, né? rsrsrsrs
Limites sempre são bons. E podemos vê-los (ou ver sua ausência) quando, assim "do nada" sequer temos ideia do que ainda gostamos ou não na vida. De repente paramos e pensamos "o que aconteceu enquanto estive fora"? Só que estávamos lá, deixando o barco correr, deixando os dias passarem...
Limite é assumir-se. É responsabilizar-se. É dizer "eu me amo e me cuido". E sim, é aprendizado. Todo o santo dia precisamos colocar em prática...
Um dia, com a prática, isso vira um hábito!
Juntas na luta para habilitarmos nossos "nãos"... rsrsrsrs
Beijos!
Sabe, eu penso, que nunca devemos abdicar da nossa personalidade.
Temos que ser condescendentes, mas nunca servis.
Devemos respeitar a liberdade de todos desde que, a nossa seja sempre respeitada.
Adorei essa reflexão.
Beijinho
Eu tive que aprender na marra a respeitar os meus limites, emocionais e psíquicos.
Precisei literalmente cair de cara no chão pra perceber que estava exigindo muito de mim e consertar isso.
Hoje procuro ter uma vida mais leve, sem cobranças;
Se valorize flor, que o mundo inteiro valorizará de volta.
Cara amiga, agradeço ter- me acompanhado sempre.
Que o Natal lhe traga tudo o que merece. 🎄🎅🎄🎄🎄🎅🎅
Eu fui dessas, por muito e muito tempo, ocultei minhas vontades pra fazer o do outro até entender que ser bacana é diferente de ser besta. Eu não faço mais nada que me desagrada, nem que eu realmente não queria. Óbvio que vez ou outra ser educado/amigo/bacana/gentil é normal e bom, nem sempre fazemos o que gostamos, nem sempre podemos só fazer isso. Vivemos em sociedade e abrir mão é necessário. Mas não sempre. Hoje eu já não abro tanto.
http://www.novaperspectiva.com/
Hoje venho desejar um Natal brilhante de alegria, iluminado de amor, cheio de harmonia e completo de Paz
Beijinhos
ೋღღೋ FELIZ NATAL ೋღღೋ
Oi Florzinha
Desejo um Natal abençoado e feliz para você e os seus e um Ano Novo revigorante e cheio de realizações.
Beijos, Sibele
Eu não gosto muito de fazer balanços!! mas é quase inevitável não os fazer.
Isabel Sá
http://brilhos-da-moda.blogspot.pt
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