Naquela noite ela não conseguiu dormir bem, estava agitada, confusa. Naquele momento que ele disse a ela que sim havia encontrando alguém especial e que eles poderiam continuar se vendo, mas ela não sabia se ainda queria isso, ou melhor se ia se sujeitar a isso. De qualquer forma aquilo lhe parecia uma traição e que ela tinha sido para ele apenas uma distração. Acordou assustada,cansada,mais exausta do uqe quando foi dormir.
Ela passou aquele dia com um nó na garganta, deu uma saudade da sua terra vontade de ir até a praia olhar o mar, sentir aquele vento no rosto, que só a Praia do Cassino tem. E lembrou-se ainda da última vez que viu o mar foi no Rio de Janeiro. Como não havia mar, nem rio ou lagoa por perto saiu a caminhar pelas ruas da cidade até o parque. Admirou as flores e seus encantos que afloram com o chegar da primavera. Depois da caminhada ela sentou-se, leu, pensou na vida e no banho ela chorou copiosamente, chorou de raiva, de pena,de mágoa. Por que aquilo sempre acontecia com ela? Por que sempre quando uma luzinha de esperança aparecia no coração dela vinha a vida e acabava com tudo? Logo agora que ela tava tão feliz, tão sorridente, ela sabia eles eram muito diferentes, sabia que tinha o problema da distância, várias coisas conspiravam contra, mas ela nunca gostou de coisas fáceis. Talvez ai estivesse o seu problema ela sempre procura algo complicado, difícil. E em meio ao banho ela pensava e chorava e tentava pensar onde ela errou, se foi pela ansiedade, sim ela sempre ela que a faz atropelar as coisas, qual era afinal o problema dela, baixa autoestima?Sua sina era ficar sozinha?
De repente ela se olhou no espelho e lembrou-se de uma frase que ela leu em dois livros diferentes que a marcaram profundamente, a frase diz mais ou menos assim "ela tinha a si mesma", apesar de todos os pesares ela tinha a si e sim ela ia superar mais essa e não ia perder as esperanças de encontrar alguém para viver um amor de verdade.
Ela não tinha vontade nem de ir trabalhar,mas mesmo assim foi não tinha outra opção, o dia passou, ela recebeu no fim do dia um e-mail da sua escritora favorita e ficou feliz, ela sabia que a vida reservava dias melhores para ela e que no fim tudo faria sentido, que as coisas iriam fazer sentido como as peças de um quebra-cabeça.
Escrito por Sibele Costa em 02/09/2014

6 comentários:
Lindo conto e ela tem a si mesma e aos amigos ,mas quando chegar a hora o amor aparece de verdade! Tomara.Que bom o telefonema da escritora !! bjs, tudo de bom,chica
Ainda bem que na tristeza Deus manda uma alegria, por pequena que seja a gente já se enche de esperança.
bjokas =)
O que não podemos nunca, é desistir, sempre haverá uma nova oportunidade. Belo texto.
Bjux
Saudade, florzinha.
Senti, neste texto, o fulgor de uma futura jornalista.
Começou no desespero mas, com mestria, deu a volta e acabou na esperança.
Parabéns!
Tudo acontece na hora certa, beijo Lisette.
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