quarta-feira, 28 de março de 2012



Sensação estranha a de acabar um livro,parece que fui atropelada por um caminhão.Também o título do livro é bastante sugestivo "A visita cruel do tempo." Sim, o tempo passa para todos e onde estaremos nós daqui a 10,15 ou 20 anos?
Uns casados e com filhos, outro solteiros a procura da batida perfeita.Uns muito realizados,outros um tanto quanto frustrados por não terem lutado, por não terem ousado crer nos seus sonhos.Outros ainda não tiveram sequer a chance de sonhar a vida simplesmente os atropelou ou eles que a atropelaram.
 Enfim,um dia mais cedo ou mais tarde o homem ou a mulher do espelho nos visitará e cobrará de nós tudo o que fizemos ou deixamos de fazer.Ninguém sabe ao certo como será esse encontro,mas um dia é certo seremos visitados e cobrados por aquele eu que fomos um dia...

 Deixei esse trecho ai em cima para um dia que eu estivesse inspirada terminar esse texto.Falar do tempo não é algo fácil,ainda mais quando o assunto é a inexorável passagem do tempo.Dai me lembro da música de Oswaldo Montenegro A lista,ele disse que não há um show que ele faça que ele não toque essa música,ela fala exatamente sobre isso,sobre a passagem do tempo. 

"Faça uma lista de grandes amigos/Quem você mais via há dez anos atrás/Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais.../Faça uma lista dos sonhos que tinha/Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre/Quantos você conseguiu preservar.../Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?/Hoje é do jeito que achou que seria/Quantos amigos você jogou fora?"

Essa música é cortante como uma navalha,ela nos faz parar e refletir sobre onde estamos, onde sonhávamos estar e onde realmente estamos. Sabemos que nem tudo saiu exatamente como a gente sonhou que seria,nesse ponto falo por mim mesma. Nossa,aos 28 anos eu imaginava estar bem resolvida profissional e financeiramente, casada e com filhos. Não imaginava estar esperando a nomeação em um concurso público e muito menos estar fazendo jornalismo,mas a vida tem lá os seus caminhos e muitas vezes o que nos cabe é aceitar as coisas como elas se apresentam. Aceitar não significa resignar-se, significa que algumas coisas simplesmente são como são e não como a gente gostaria que fosse. Aceitar não é fácil,acho que já fiz muitos posts falando sobre isso, já até cogitei fazer uma tatoo no pulso direito com a palavra "ACEITAR" com letras garrafais para não esquecer da importância que é aceitar as coisas.
 Quanto a casar e ter filhos,sinceramente nem sei se isso é ou foi um sonho meu ou foi algo totalmente imposto pela sociedade,quanto mais eu penso sobre isso,mais distante me sinto dessa hipótese de casar e ter filhos,não que eu não sonhe em viver um grande amor, em ter um companheiro de vida,mas confesso que ando um tanto desiludida da vida quando o assunto é amor. E com todas as mudanças que eu terei que enfrentar esse ano,acho que sinceramente esse não é o melhor momento para viver um grande amor. Filhos é uma possibilidade que a cada dia se torna mais remota na minha vida, podem achar radical demais da minha parte,mas eu acho uma loucura ter filhos nesse mundo de hoje em dia, onde a violência dita suas regras a que horas podemos sair, o que podemos levar,quais os riscos que corremos,fora as drogas e tudo mais. E sem contar o fato que para ter filho tem que ter uma sólida estrutura familiar eu não quero ser mãe solteira ,nem mãe casada abandonada,porque têm pais por ai que só sabem fazer filho o resto é por conta e risco da mulher.
A verdade é que temos que fazer escolhas a todo momento sem muita certeza se estamos ou não fazendo a escolha certa e que num futuro não muito distante seremos cobrados por nós mesmos pelas escolhas que fizemos.

Escrito por Sibele Costa em 25/03/2012

5 comentários:

Socorro Melo disse...

Nossa, Sibele, que bacana esse texto! É uma profunda reflexão. O primeiro parágrafo já nos prende, pois, essa é uma questão que diz respeito a todos nós, sem distinção. E os trechos da música A Lista, de Oswaldo Montenegro, deram um toque todo especial, para que compreendamos melhor e aceitemos, as imposições do tempo.

Beleza, garota!

Beijos
Socorro Melo

Yohana Sanfer disse...

E que papai do céu nos ajude nestas escolhas! O tempo e seus ensinamentos...tb imaginei outras coisas pra mim aos 27 mas sei que mto ainda pode estar pro vir...o tempo...sempre bom refletir não?! bjss

Yohana Sanfer disse...

E que papai do céu nos ajude nestas escolhas! O tempo e seus ensinamentos...tb imaginei outras coisas pra mim aos 27 mas sei que mto ainda pode estar pro vir...o tempo...sempre bom refletir não?! bjss

Andressa Tavares disse...

acho que essa sensação de incapacidade.. de mãos atadas.. é a pior..
pensei tanto quando vi a imagem e o texto..
saudade de tii

Célia Gil disse...

Sempre profundas e pertinentes as suas reflexões! Bjs