
Esse é mais um dos livros de presente de formatura, ele não estava na minha lista de presentes,mas como ganhei alguns cheque-presentes eu pude escolher alguns que não estavam na lista,mas estavam disponíveis na livraria.
O segundo capítulo do livro - Memórias de uns cárceres privados, inicia-se assim:
"Nada a temer senão o correr da luta.
Nada a fazer senão esquecer o medo.
abri o peito à força numa procura.
fugir às armadilhas da mata escura." Milton Nascimento
E a escritora começa a discorrer sobre os cárceres. Ela fala de sua empregada que vivia numa situação infeliz longe do seu filho,mas que ela não tinha coragem de se livrar daquele cárcere. Até que ela, Elisa Lucinda, deu uma chacoalhada nela e a fez ver tudo com outros olhos e ela se acordou a tempo de rever suas decisões e a se livrar do cárcere. E ai ela falando de vários outros cárceres como pessoas que só acreditam que só serão felizes quando forem ricas e poderosas, isso se chegarem lá se não chegarem serão amargas e infelizes para sempre. Fala das regras que nós mesmos criamos,mas que não avisamos ao outro, achamos que está subentendido, tipo se ele ligou ontem e eu hoje, amanhã quem liga é ele.Eu não vou ligar, posso me remoer, posso ouvir o telefone tocar milhões de vez mas não vou ligar pra ele,por que? Porque nós nos predemos a esses detalhes, não podemos dar o braço torcer, temos que ser lindos, magros e felizes e claro não podemos demonstrar nossas fraquezas, se ligarmos para o outro o outro irá pensar que estamos na mão dele e mil coisas se passam na nossa cabeça. A gente prefere delirar, do que fazer uma simples ligação, como a gente é burro. E ainda nos achamos super evoluidos.
CREDO
Autora: ELISA LUCINDA
De tal modo é,
que eu jamais negá-lo poderia:
sou agarrada na saia da poesia!
Para dar um passeio que seja,
uma viagem de carro avião ou trem,
à montanha, à praia, ao campo,
uma ida a um consultório
com qualquer possibilidade, ínfima que seja, de espera,
passo logo a mão nela pra sair.
É um Quintana, uma Adélia, uma Cecília, um Pessoa
ou qualquer outro a quem eu ame me unir.
Porque sou humano e creio no divino da palavra,
pra mim é um oráculo a poesia!
É meu tarô, meu baralho, meu tricot,
meu i ching, meu dicionário, meu cristal clarividente, meus búzios,
meu copo d'água, meu conselho, meu colo de avô,
a explicação ambulante para tudo o que pulsa e arde.
A poesia é síntese filosófica, fonte de sabedoria, e bíblia dos que,
como eu, crêem na eternidade do verbo,
na ressurreição da tarde
e na vida bela.
Amém!
(Credo, Elisa Lucinda in "A Fúria da Beleza")
16 comentários:
belo post Si...adoro Elisa Lucinda..
bom final de semana querida...um montão de carinho...
Zil
Oi Si,
Gostei muito do post de hoje, a poesia é um oráculo para mim também, rs.
Tenha um excelente fim de semana vc também.
Beijos.
Fiquei curiosa com o livro de que falou. Adoro ler e adorarei ler esse! Obrigada pelo conselho! Bjs
Querida amiga
O que dizer diante
da verdade tão nua
e tão plena?
Palavras
paa pensar
e sentir
com a pele da alma.
Que as estrelas
sempre brilhem em teu olhar.
"A gente prefere delirar, do que fazer uma simples ligação, como a gente é burro."
Haha
Ah,Si e o pior que muitas vezes agimos assim né? o orgulho fala muito mais do que qualquer coisa,um dia ele nos prega uma peça,um dia!
Lindo post viu?
Um beijo,Amada!
E a gente ainda fica se achando!!!!
Ótimo post.
Bjsssssssss
OLá anjo amigo!
É bom passar aqui e me encantar com uma postagem de tanta beleza.
Tenha um abençoado fim de semana.
Paz e bem!
Lindo post Flor, adorei a Elisa é incrivél. beijos
Muito obrigada pela sua visita, fiquei muito feliz com os elogios. Eu também sou apaixonada por poesia. Uns dos melhores remédios para alma. Volte sempre no meu Blog, pois será sempre bem vinda. Beijinhos.
Olá, desculpe invadir seu espaço assim sem avisar. Meu nome é Fabrício e cheguei até vc através do Blog rosa solidão. Bom, tanta ousadia minha é para convidar vc pra seguir meu blog Narroterapia. Sabe como é, né? Quem escreve precisa de outro alguém do outro lado. Além disso, sinceramente gostei do seu comentário e do comentário de outras pessoas. Estou me aprimorando, e com os comentários sinceros posso me nortear melhor. Divulgar não é tb nenhuma heresia, haja vista que no meio literário isso faz diferença na distribuição de um livro. Muitos autores divulgam seu trabalho até na televisão. Escrever é possível, divulgar é preciso! (rs) Dei uma linda no seu texto, vou continuar passando por aqui...rs
Narroterapia:
Uma terapia pra quem gosta de escrever. Assim é a narroterapia. São narrativas de fatos e sentimentos. Palavras sem nome, tímidas, nunca saíram de dentro, sempre morreram na garganta. Palavras com almas de puta que pelo menos enrubescem como as prostitutas de Doistoéviski, certamente um alívio para o pensamento, o mais arisco dos animais.
Espero que vc aceite meu convite e siga meu blog, será um prazer ver seu rosto ali.
Abraços
http://narroterapia.blogspot.com/
Uau, que post profundo Sibele!!
Não conhecia a autora, mas pelo que vi aqui é muito boa! De fato, deixamo-nos prender por bobagens sem fim e enquanto isso a vida vai passando...
A poesia "Credo" é de fazer suspirar, eu também creio no divino da palavra e na eternidade do verbo.
Excelente escolha, adorei!
Beijinhos...
Um excelente livro e belíssima poesia querida.
Vou ler este livro e livrar-me-ei de uma vez por todas dos meus cárceres.
Beijos e bom sábado!!
Carla
Belo livro e um livro expetacular.
Adorei!
Beijoos
oba, obrigado, acabei de fazer a configuração não exiginto palavra chave nos comentários...kkkkk
Quem dera saber disso antes.
beijos
amém!
Adorei querida!
Beijos meus e uma linda semana pra ti!
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