Ela parecia estar chegando de um baile de carnaval, apesar de não estar fantasiada, seu cabelo estava cheio de papel colorido picado que lembrava muito confete. Ela vinha pela rua, parecia que dançava, ela tinha mania de dançar olhando para os pés...
Ela vinha não se sabe de onde, parecia que havia bebido muito ela cantava e dançava pela rua alegremente, sem se importar se os vizinhos dormiam, ou iriam ouvir sua voz rouca e desafinada cantando. Ela estava tão bêbada que não se lembrava nem mais quem era, ela tinha uma ótima desculpa para beber ela sempre dizia "eu bebo para as outras pessoas ficarem mais interessantes." E não só as outras pessoas como também a bêbada em questão ficava mais interessante, seu pai sempre lhe dizia " Filha querida! Não beba, as mágoas não se afogam no álcool elas sabem nadar!" Mas, ela estava tão cansada de tudo e todos que o que ela melhor podia fazer por ela era beber...
Pouco antes de amanhecer, ela escorada no balcão perguntou ao garçon:
- Tu faz ideia de quem eu sou?Me diz tu sabe?Meu nome pelo menos tu lembra?
Não ele não se lembrava, ela não era uma mulher de frequentar bares, aliás era a primeira vez que ela ia naquele bar pra tomar porre,ela saiu de lá quase cambaleando. Ela perguntou isso para o garçon, não por se famosa ou coisa do tipo, mas porque ela jão nem sabia mais quem era, tinha uma vaga noção do seu nome Maria Eduarda, ou seria Eduarda Maria? Por que dois nomes sua mãe não poderia ser mais econômica? Um nome só era o suficiente. Duda assim todos lhe chamavam, é ela lembrou disso e lembrou-se também porque ela tinha ido parar naquele bar. Ela tinha acabado de levar um fora,mas não era um fora qualquer era 'o fora,' eles haviam namorado, feito juras de amor eterno, sonhavam em casar, ter filhos. E ela boba como toda mulher é acreditou, ela vivia sua vida praticamente em função dele, ela praticamente morava com ele, ia na casa dos seus pais só de visita, seus amigos eram os amigos do namorado, suas amigas ela abandonou todas.
E bebendo ela se perguntava o que seria dela, se nem amigas mais ela tinha, aliás nem vida própria ela tinha, ela vivia na sombra do namorado...

Escrito por Sibele Costa (um dia desses)
*P.S.: A personagem surgiu a partir dessa imagem, apesar de ter vontade eu nunca tomei um borre desses, antes que me perguntem se ela sou eu. Ela até tem um pouco de mim,mas não muito...
Ela vinha não se sabe de onde, parecia que havia bebido muito ela cantava e dançava pela rua alegremente, sem se importar se os vizinhos dormiam, ou iriam ouvir sua voz rouca e desafinada cantando. Ela estava tão bêbada que não se lembrava nem mais quem era, ela tinha uma ótima desculpa para beber ela sempre dizia "eu bebo para as outras pessoas ficarem mais interessantes." E não só as outras pessoas como também a bêbada em questão ficava mais interessante, seu pai sempre lhe dizia " Filha querida! Não beba, as mágoas não se afogam no álcool elas sabem nadar!" Mas, ela estava tão cansada de tudo e todos que o que ela melhor podia fazer por ela era beber...
Pouco antes de amanhecer, ela escorada no balcão perguntou ao garçon:
- Tu faz ideia de quem eu sou?Me diz tu sabe?Meu nome pelo menos tu lembra?
Não ele não se lembrava, ela não era uma mulher de frequentar bares, aliás era a primeira vez que ela ia naquele bar pra tomar porre,ela saiu de lá quase cambaleando. Ela perguntou isso para o garçon, não por se famosa ou coisa do tipo, mas porque ela jão nem sabia mais quem era, tinha uma vaga noção do seu nome Maria Eduarda, ou seria Eduarda Maria? Por que dois nomes sua mãe não poderia ser mais econômica? Um nome só era o suficiente. Duda assim todos lhe chamavam, é ela lembrou disso e lembrou-se também porque ela tinha ido parar naquele bar. Ela tinha acabado de levar um fora,mas não era um fora qualquer era 'o fora,' eles haviam namorado, feito juras de amor eterno, sonhavam em casar, ter filhos. E ela boba como toda mulher é acreditou, ela vivia sua vida praticamente em função dele, ela praticamente morava com ele, ia na casa dos seus pais só de visita, seus amigos eram os amigos do namorado, suas amigas ela abandonou todas.
E bebendo ela se perguntava o que seria dela, se nem amigas mais ela tinha, aliás nem vida própria ela tinha, ela vivia na sombra do namorado...

Escrito por Sibele Costa (um dia desses)
*P.S.: A personagem surgiu a partir dessa imagem, apesar de ter vontade eu nunca tomei um borre desses, antes que me perguntem se ela sou eu. Ela até tem um pouco de mim,mas não muito...
19 comentários:
Amei o seu blog, sigo-te e coloco no emu favorito...
quanto ao texto... o enredo está ótimo...
Bjsss
Confissões Insanas
Hummmm, situação complicada esta, mas às vezes acabamos nos anulando em alguns relacionamentos, acontece é humano.
Quanto ao 'porre' um de vez em quando é necessário, rs.
Beijocas e tenha também uma excelente semana.
Oi flor
Os confetes trazem boas recordações de carnavais que nunca voltarão , nao com aquela intensidade.
A voce proporcionou criar um conto de amor frustrado, de alguma mágoa contida, de uma bebeirazinha pra afogar a tristeza.
e pior que fica só afogada mesmo, porque nada de bom acontece quando a paixão nos cega.
Gosto dos seus contos com toques reais. Tem sempre um pouco de nós.
boa semana , deixo abraços
Vida própria sempre. Talvez se ela tifvesse vida própria no relacionamento não precisaria desse porre todo!!
Bjss amigaaa
a bebida não cura, mas tem horas que faz um bem "danado"!
Ela queria na verdade era ser feliz,,,viver a vida de alguma forma mais intensa....beijos de boa semana pra ti.
São tantas e tantas as Dudas nesse mundo ingrato, né amiga, infelismente... Lindo post!!!
Deixo carinhos pra ti, e o desejo de que tenhas uma linda e abençoada semana!
Beijos
O problema de renunciarmos nossa vida qdo estamos num relacionamento é justamente esse, fica sozinha qdo o relacionamento acaba. É importante continuarmos com a nossa vida, cultivar os amigos, e fazer o que gostamos. Se amar acima de tudo!
Beijos querida
ursulaferraricoach.wordpress.com
Triste história,de fato!
Mas histórias assim como a de Duda,sempre estão acontecendo debaixo de nossos olhos,por algum tempo eu vivenciei um pouco da história dela,mas abri meus olhos antes que perdessem todos os meus maiores tesouros,que são minha família e meus amigos.
Ah,Sibele sempre me identifico aqui viu,parece que escreve pra mim!rs
Tenhas um ótimo dia Querida!
Beijos
E entre esse porre, pensamentos confusos, sentimentos intensos, e uma vontade de viver a vida conhecendo tudo que a mesma pode proporcionar pra essa menina que parecia só achar, e nunca ter uma certeza certa que não fosse sua vontade de viver e voar; ela encontrou uma forma única de crescer e conseguir ter cada vez mais emoções pra contar algum dia.
Confesso que várias vezes a personagem "duda" baixou em mim de uma maneira mais branda, mas baixou.
As vezes pensamos que bebendo esquecemos de tudo ao redor, mero engano.
Beijos
Perder a identidade por amor é um porre! Isso sim!
Mas atire a primeira pedra quem nunca o fez....
Bjs
Ela não podia se afogar assim.
Não se faz sombra para ninguém.
Com isso ela ficaria apenas, se desgastando em todos os sentidos.
O namorado com certeza ambicionasse um motivo, para lhe compreender, mas desta forma seria impossível.
Gostei do texto Flor, muito bom!
Um beijo linda.
Fernanda
Oi, flor!
Também amo aquele poema (Das utopias).
http://quintaneandoeoutrosgerundios.blogspot.com/2011/01/xii-das-utopias.html
Beijo grande ;)
E já ia me esquecendo...
Conhece as fases da lua?
http://fasesdaluha.blogspot.com/
Beijo :)
UM PORRE IRIA
ACABAR COM MUITO COISA
MAIS SÓ NAQUELE
MOMENTO.
LINDA SEMANA BJÃO
A capacidade infinita de amar do ser humano tbm é uma ponte para sua própria destruição, ou melhor, auto-destruição. Claro que tbm amar demais a si mesmo não é a resposta, pois se tornaria uma pessoa chata, egocêntrica e dificil de se lidar. Mas concordo com os comentários anteriores qndo dizem q a bebida não é remédio para as magoas, nesse sentido, a frase do pai foi sábia em minha opinião e meio sarcástica devo acrescentar. Transferir seus sentimentos para outra pessoa é inutil quando não sente esses sentimentos em si mesmo, é um sentimento q vai e poucas vezes de verdade volta. Os homens demoram para se apaixonar, são práticos e ligados mais ao corpo q a alma, não todos é claro. As mulheres desde meninas sonham em se apaixonar, serem as princesas de alguém, cuidar da familia e ter filhos, mas nem todas. Só q mtas dessas ao serem rejeitadas por quem amaram, acham que perderam tudo qndo na verdade ganharam a grand a oportunidade de ser realmente feliz com alguém q as amam de verdade. O amar e o sofrer são sentimentos internos e não externos, tanto q eles podem não ser correspondidos, mas mesmo assim não tiram seus valiosos méritos na vida humana. Amar é nunca ter que pedir perdão! Como disseram no filme Love Story de 1970. Pq de fato, pra quem ama de verdade é desnecessário.
Bêbada ou sóbria, a Duda teria um problema dos grande por ter se anulado em função do namorado...
Que armadilha perigosa essa!
Beijo, querida!
Gostei, Sibele!
Um post bem diferente de todos os seus escritos, aqui é uma caixinha de supresas...
Beijo!
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