
Ana estava prestes a cometer a maior loucura da sua vida, para os outros poderia ser uma coisa banal,mas ela era tão comedida, tão cheia de frescuras que aquilo para ela era sim uma grande loucura. Ana colocou tudo o que poderia precisar na mala, na verdade ela jogou tudo o que viu pela frente sem pensar muito. Ela tinha medo de que se pensasse muito desistisse. Então ela foi até a rodoviária comprou a passagem para o próximo ônibus, enquanto esperava a hora de embarcar mil coisas se passaram pela sua cabeça tudo o que ela estava deixando para trás, seus sonhos, seus medos, e ela quase começou a chorar e sentiu vontade de dar pra trás...
A viagem foi longa, parecia muito mais longa do que o normal as 4:30h pareciam uma eternidade sem fim tanta coisa lhe ocorreu, seus medos, suas dores, seus sonhos, um recomeço, um mundo de possibilidades... Ana em algum momento da viagem adormeceu e quando acordou já estava na rodoviária da capital, perdida em meio aquele mundo de gente. Esta era a primeira vez que ela chegava lá e não havia ninguém esperando-a.
Ana pegou um táxi disse para onde iria e rapidamente estava no seu destino, lá chegando tocou o interfone aquele número que ela conhecia tão bem, uma voz ainda sonolenta do outro lado atendeu, perguntando: - Quem é? Ana simplesmente respondeu: - Sou eu!
Ana abriu as portas e lá estava ela com a sua mala (mala e cuia como dizem aqui no Sul), Paulo ainda esfregou os olhos com força para ver se estava realmente acordado.
- Calma,Paulo não se assuste eu vim para ficar por uns tempos, mas fica calmo eu não vou ficar na sua casa mais do que uma semana, eu só preciso arrumar um lugar pra morar.
Paulo ficou calado não sabia o que dizer ele estava tão assustado com aquilo, ele sabia que Ana era imprevisível que quando parecia que não havia mais nada entre eles, ela aparecia, ligava dizendo que estava com saudades e tal,mas agora aparecer assim de repente.Ela nunca tinha feito isso. O que ele faria agora?
- Ana, mas porque tu não me avisou que viria, chegou assim de repente de mala pronta pra ficar por tempo indeterminado.
- Pois é, Paulo deveria ter te avisado,mas resolvi isso de uma hora pra outra, mas você tem razão eu cometi uma loucura, acho melhor voltar pra casa.
- Calma, Ana também não é bem assim, não precisa sair correndo, mas poxa vida tu sabe que eu tenho minha vida, tenho as minhas coisas, tu poderia me avisar que estavas vindo.
- Poderia ter te avisado mesmo,mas quer saber Paulo eu queria te pegar assim desprevenido, sem máscaras, sem comedimentos, queria te ver assim naturalmente.
A conversa parecia não acabar mais, Ana chegou a conclusão que não deveria ser assim tão impulsiva. Ela precisava pensar melhor sobre os seus atos e principalmente as consequências, se bem que aquela era a primeira vez que ela fazia algo tão louco assim,mas ela não estava certa se tinha tomado a melhor decisão.
No dia seguinte ela saiu para ver um apartamento, ela foi em várias imobiliárias, olhou vários apês,mas nada parecia lhe agradar a noite quando chegou no apê de Paulo, eles conversaram e ele disse que Ana poderia ficar lá o tempo que precisasse. Ana sentiu-se um pouco aliviada,mas não queria abusar,ela queria se mudar logo. Depois de uma semana de procurar e ver milhares de apartamentos visitados ela achou seu canto e ainda por cima era super perto da casa de Paulo. Ana mudou-se, Paulo ficou um pouco aliviado,mas no início ele sentiu muito a falta de Ana pois ela era alegre, agitada estava sempre inventando coisas, limpando o apê, fazendo pratos diferentes no almoço e no jantar, ela mudara a rotina tão tediosa e monótona de Paulo. Eles tinham um relacionamento meio maluco,mas eles se davam super bem era uma relação de respeito e de amizade acima de tudo...
Escrito por Sibele Costa em 09/04/2011
*P.S.: Confesso que eu já tive vontade de fazer isso, por isso resolvi dar vazão a minha imaginação,mas confesso também que não teria coragem. Mil coisas se passam pela minha cabeça numa hora dessa, imagina se Ana chega na casa de Paulo e ele está com outra o que ela faz? Prefiro ser sensata e não arriscar... Mas no fim foi bom não ter feito isso ficado só na imaginação pois fiquei sabendo, ainda bem que a tempo, que iria dar com a cara na porta,kkkk.
A viagem foi longa, parecia muito mais longa do que o normal as 4:30h pareciam uma eternidade sem fim tanta coisa lhe ocorreu, seus medos, suas dores, seus sonhos, um recomeço, um mundo de possibilidades... Ana em algum momento da viagem adormeceu e quando acordou já estava na rodoviária da capital, perdida em meio aquele mundo de gente. Esta era a primeira vez que ela chegava lá e não havia ninguém esperando-a.
Ana pegou um táxi disse para onde iria e rapidamente estava no seu destino, lá chegando tocou o interfone aquele número que ela conhecia tão bem, uma voz ainda sonolenta do outro lado atendeu, perguntando: - Quem é? Ana simplesmente respondeu: - Sou eu!
Ana abriu as portas e lá estava ela com a sua mala (mala e cuia como dizem aqui no Sul), Paulo ainda esfregou os olhos com força para ver se estava realmente acordado.
- Calma,Paulo não se assuste eu vim para ficar por uns tempos, mas fica calmo eu não vou ficar na sua casa mais do que uma semana, eu só preciso arrumar um lugar pra morar.
Paulo ficou calado não sabia o que dizer ele estava tão assustado com aquilo, ele sabia que Ana era imprevisível que quando parecia que não havia mais nada entre eles, ela aparecia, ligava dizendo que estava com saudades e tal,mas agora aparecer assim de repente.Ela nunca tinha feito isso. O que ele faria agora?
- Ana, mas porque tu não me avisou que viria, chegou assim de repente de mala pronta pra ficar por tempo indeterminado.
- Pois é, Paulo deveria ter te avisado,mas resolvi isso de uma hora pra outra, mas você tem razão eu cometi uma loucura, acho melhor voltar pra casa.
- Calma, Ana também não é bem assim, não precisa sair correndo, mas poxa vida tu sabe que eu tenho minha vida, tenho as minhas coisas, tu poderia me avisar que estavas vindo.
- Poderia ter te avisado mesmo,mas quer saber Paulo eu queria te pegar assim desprevenido, sem máscaras, sem comedimentos, queria te ver assim naturalmente.
A conversa parecia não acabar mais, Ana chegou a conclusão que não deveria ser assim tão impulsiva. Ela precisava pensar melhor sobre os seus atos e principalmente as consequências, se bem que aquela era a primeira vez que ela fazia algo tão louco assim,mas ela não estava certa se tinha tomado a melhor decisão.
No dia seguinte ela saiu para ver um apartamento, ela foi em várias imobiliárias, olhou vários apês,mas nada parecia lhe agradar a noite quando chegou no apê de Paulo, eles conversaram e ele disse que Ana poderia ficar lá o tempo que precisasse. Ana sentiu-se um pouco aliviada,mas não queria abusar,ela queria se mudar logo. Depois de uma semana de procurar e ver milhares de apartamentos visitados ela achou seu canto e ainda por cima era super perto da casa de Paulo. Ana mudou-se, Paulo ficou um pouco aliviado,mas no início ele sentiu muito a falta de Ana pois ela era alegre, agitada estava sempre inventando coisas, limpando o apê, fazendo pratos diferentes no almoço e no jantar, ela mudara a rotina tão tediosa e monótona de Paulo. Eles tinham um relacionamento meio maluco,mas eles se davam super bem era uma relação de respeito e de amizade acima de tudo...
Escrito por Sibele Costa em 09/04/2011
*P.S.: Confesso que eu já tive vontade de fazer isso, por isso resolvi dar vazão a minha imaginação,mas confesso também que não teria coragem. Mil coisas se passam pela minha cabeça numa hora dessa, imagina se Ana chega na casa de Paulo e ele está com outra o que ela faz? Prefiro ser sensata e não arriscar... Mas no fim foi bom não ter feito isso ficado só na imaginação pois fiquei sabendo, ainda bem que a tempo, que iria dar com a cara na porta,kkkk.
4 comentários:
Gostei muito desse teu texto!
Vim agradecer ao elogio que você fez ao meu poema Mude no blog da Úrsula ontem.
Mude,
Mas comece devagar,
Porque a direção é mais importante que a velocidade.
Veja o poema na íntegra em www.Mude.blogspot.com
Abraços!
Nestas horas prudência é prioridade.
Até mesmo Ana sentiu isso em determinado momento.
Viu que Paulo não ficou tão alegre quanto ela imaginou que ficaria.
Sonhar é bom, mas com os pés fincados no chão.
Você foi prudente querida.
Amei Flor teu texto.
E nos faz pensar duas vezes antes de agir .
Beijo querida.
Fernanda
Respeito acima de tudo é mesmo essencial numa relação...
boa semana, Flor !!
Ahhh Que Lindooo!
Também já tive essa compulsão de fazer isso,mas algo me segurou,e descobri que era a melhor coisa,ter me segurado!
ótimo post amada
Beijinhos
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