segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Marina e a sua solidão




Marina as vezes dava a impressão de preocupar-se mais com os outros do que consigo mesmo, que sua vida parecia tão sem sal que ela vivia a sua em função dos outros,mas não era bem isso.O problema de Marina na verdade era a solidão, ela sentia-se muito sozinha. A solidão parecia gritar em seu peito pedindo socorro, gritava implorando acolhimento, carinho, amor e compreensão...
Marina, não era uma mulher de baixar a guarda facilmente para alguém merecer a confiança dela era algo muito difícil, pois ela era uma mulher fechada. Uma menina que as vezes se fechava no seu mundo, como aqueles lugares que só se permitem passagens em algumas horas do dia ou talvez em algumas vezes do ano, se você não tivesse a sorte de penetrar no momento certo, talvez demorasse meses ou até anos para que Marina baixasse a guarda novamente e deixasse alguém se aproximar...
Marina, além de tudo tinha problemas com sua mãe Lúcia ela era uma mulher amarga que vivia alfinetando Marina e tentado desequilibrá-la e tirá-la do sério de todas as formas e por mais infantil que isso parecesse Marina sempre acabava caindo nessa e ficava sentindo-se a última das criaturas.Lúcia conseguia destruir emocionalmente com Marina e ela sabia que tinha esse poder melhor do que ninguém e como sabiamente o filósofo disse uma vez "todo aquele que tem o poder tende a abusar dele". E era isso o que Lúcia fazia com Marina fazia dela gato e sapato. Marina as vezes batia a porta e saia pela rua sem destino ela preferia estar em qualquer outro lugar que não fosse a sua casa. Marina sonhava com o dia que sairia por aquela porta para nunca mais voltar a não ser de visita é claro, esse dia estava próximo e Marina sonhava com isso todos os dias. Ter seu canto poder ir e vir em liberdade, ser finalmente dona do seu próprio nariz.
Pedro o pai de Marina sempre foi um homem omisso, nunca fez nada por Marina sempre defendeu Lúcia e ele deixava que ela fizesse o que quisesse com Marina.
Marina as vezes se sentia tão só no mundo tinha medo de confiar em alguém de abrir seu coração e tê-lo despedaçado, Marina sempre tentava se entregar com certo resguardo, com algumas reservas, pois ela sabia dos seus medos e carências e se não fosse comedida acabaria por assustar seus pretendentes...


21 comentários:

Angelo disse...

Oi Flor!

Li seu comentário no Asas, que surpresa. Obrigado.

Li seu último post. Gnt! Vc manda muito bem, meus parabéns! Vc gosta de nomes, hein!

Boa semana pra vc!

Nos falamos.

Anônimo disse...

i Flor. este é o primeiro que leio de Marina. andei meia combalida.
Li em cima que vc esteve no GNT? Trabalhei lá.
Boa semana

Cris Medeiros disse...

Marina precisa dar o grito de liberdade dela! Sair das garras da mãe, ir morar sozinha, parar de esperar que a felicidade venha pela mão de alguém ou pela aprovação dos outros...

É fácil tudo isso? Não! Mas é possível, eu fiz... rs... Se eu fiz qualquer um pode, não sou melhor que ninguém...

Ataniel Santos disse...

Meus parabéns pelo texto!Obrigado pela visita no blog!
Estou adorando o teu... Seguindo..
Bjos.

Guará Matos disse...

"Marina morena Marina você se pintou
Marina faça tudo
Mas faça o favor
Não pinte este rosto que eu gosto
Que eu gosto e que é só meu
Marina você já é bonita
Com o que Deus lhe deu..."
(Dorival Caymmi)

Everson Russo disse...

Marina é gente como a gente,,,quantos de nós não encaixamos em todos os problemas de vida dela...e principalmente na louca solidão? beijos de otima semana pra ti.

Anônimo disse...

Oi , Flor !
Tão nossa e tão verdadeira tua Marina .

BjO e um dia De Sorrisos ...

Lívia Azzi disse...

Sibele, a Marina é uma amiga muito valente! A cada dia suas reflexões mais profundas e encantadoras...

1)Determinados momentos a atitude dos pais em relação aos filhos não nos parece de forma alguma "sem maldade", parece uma contribuição intencional a desarmonia diante do desenvolvimento e conquista dos filhos, "movida tanto por ciúmes quanto por inveja" (Flávio Gikovate).

2)"A solidão é o momento em
que nos aproximamos mais do coração selvagem da vida e também da verdade das próprias coisas" (Nilson Fernandes)

3)Concordo com a Dama de Cinzas!

Um beijo e uma linda semana!!

Lívia Azzi disse...

ESTÃO!!

Anônimo disse...

Oi...Flor...

Marina é forte...é uma mulher que sabe o que quer...e como se defender...a cada dia que passa...admiro Marina ainda mais....pq aos poucos ela está se mostrando...se desnudando...e seus nobres valores estão vindo á tona...

Adoro a Marina!

bjos Flor....vc é perfeita!

Zil

Pelos caminhos da vida. disse...

Vivo um pouco da Marina...

beijooo.

Anônimo disse...

Oi Flor...passando pra saber como vai a Marina...

Aproveito pra lhe agradecer...pelo carinho de sempre...OBRIGADA!


Bjos...cuide bem da Marina!

Zil

Franck disse...

Que as Marinas venham...
Belo texto! E bendita ou maldita solidão?
Uma boa semana!

Amélie Poulain disse...

A solidão tá pegando feio aqui para os lados de Amelie Poulain...mas passa.
Assim espero!!

Beijocas!!!!

flaviadoria disse...

Eu sou da filosofia de que se a gente não consegue ser feliz sozinho, não vai conseguir ser feliz com ninguém.

Obrigada pela visita ;)

Anjo Sedutor disse...

Zelo por ti!
Agradeço a tua amizade.
Meu céu é teu também. Venha sempre que quiser. E tomara que tu queiras vir todos os dias.
Tenha um dia maravilhoso!
Com a tua presença, o meu dia será maravilhoso também.
Meu carinho,
teu Anjo Sedutor, Seduzido, Maluquinho e... Rebelde!

vieira calado disse...

Um promontório,

já de si,

é um símbolo de solidão!

Beijinhos

Anônimo disse...

Eu quero um punhado de estrela madura
Eu quero a doçura do verbo viver.

(Caio F. Abreu)

Saudações Poéticas!! M@ria

FlorAlpina disse...

Gosto de passar por aqui, e ler devagar...
Entendo essa Marina!

Bjs dos Alpes

ALFA Brazilian Miniatures disse...

...que Marina viva a sua vida. Muitas vezes é uma atide simples e que embrenha-se em uma complexidade que não há de fato, mas permitimos que co-exista (procure pela Tag:Mourões em vendo&sentindo). È preciso que compreenda que não lhe cabe viver à sombra dos outros, tão pouco provar e/ou enfrentar caracteristicas alheias, principalmente dos pais. "Seus" contratos dizem respeito a eles mesmos e se o pai de Marina é assim 'omisso', não é essa a bandeira que Marina deve empunhar. Aliás, que os pais fiquem com suas 'bandeiras' e busquemos encontrar, descobrir, construir as nossas. Medo e Carencia...crescemos, amadurecemos...e essa dupla apenas se transforma. Chegará o dia em que Marina talvez tema pela perda de um(a) filho(a), ou pelo vida do Marido...a perda do emprego; ter o carro furtado...enfim... A sabedoria não estaria em como transpomos o medo quando 'ele se apresenta'? Carencia é aquilo que define o que nos falta profundamente... mas, não somos autosuficentes o bastante para suprirmo-nos de tudo e precisamos deixar de infantilizar a tudo querendo o saceio quando bem entendemos. A Vida tem sua ordem, é preciso compreender seu funcionamento, em como se desdobra e como estamos posicionados...
ãã...é isso.
Até semana que vem Marina. (rs...)
bj
Julio

Aleatoriamente disse...

Marina é muito prudente.
E quando for a hora certa, eu acredito que seu coração vai ter companhia.
Beijo Flor.

Fernanda.